Um dia estava conversando com um amigo meu no msn. Na verdade isso já faz um bom tempo. As conversas que tenho com ele são sempre muito inspiradoras.
Ele é um cara rebelde, fechado, caseiro, mas muito inteligente e com ideias que me fazem perder horas pensando a respeito.
Entre um assunto e outro, ele me soltou a seguinte frase: você iria se surpreender com a vida privada das pessoas (se tivesse acesso a elas).
Caramba! O conceito é o mesmo do “ser uma mosca para saber o que fazem”, é praticamente o voyeur sem explicação de assistir um programa como o BBB.
Mas quem não tem certa curiosidade sobre alguém?
Eu sou uma curiosa por natureza. Meu sonho é conversar com todas as pessoas do mundo para saber onde vão, o que fazem, o que gostam, como pensam, vivem.
But, neste caso, é uma curiosidade que trata de assuntos mais superficiais, num nível “social, politico e ideológico”.
Indo mais afundo, o que seria a vida privada de cada um? Acho que é onde a gente se desprende dos padrões, regras, poses e coisas do gênero. Pode ser!
Mas e ai, o quão podre as pessoas podem ser? O que será que elas realmente são ou tentar parecer ser? E se tudo que nos mostram não é apenas uma encenação para esconder seus verdadeiros caráteres? Ou ainda, quem é verdadeiramente si próprio? Pior ainda, e quem não sabe nem ser quem é em sua vida privada?
Hoje em dia todo mundo é muito “inteligente, simpático, descolado, informado, cool, lindo, culto, cheio de opiniões formadas e revolucionários de plantão em suas salas ou em seus Iphones”. Estamos descobrindo menos verdades. Estamos na Era do wanna be, da vida sem contato, sem o olho no olho.
Essa falta de relações mais pessoais e menos virtuais deveria ser repensada. Talvez a gente esteja deixando de lado, também, nossas vidas privadas – aquelas que ninguém têm acesso e muito menos algo com isso. Aquela parte boa que é só nossa. Que faz a gente ter certeza daquilo que somos, queremos, pensamos. Seja bom ou ruim. Não importa. A vida é de cada um.
Mas, afinal, o que será que as pessoas são em suas vidas inacessíveis?
Acho que não me importa mais.
Melhor deixar cada um com a sua fantasia.
É mais excitante!
Oi Tassiana, sabe a parte que mais gostei do seu post? Essa: “Meu sonho é conversar com todas as pessoas do mundo para saber onde vão, o que fazem, o que gostam, como pensam, vivem.” Isso é muito legal, porque desloca o nosso tão querido eixo das referências: “eu, eu e mais eu!” Mas é possível conhecer muita gente nesse mundo, escutar suas histórias, principalmente aquelas pessoas mais esquecidas, pouco vistas, como faxineiras, atendentes de lanchonetes, supermercados, porteiros, cegos…
Isso me lembrou uma antiga música do Roberto Carlos, acredita? “Eu quero apenas”. “Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder sentir!” Interessante ele ter escrito isso: e bem mais forte poder sentir!”.
As pessoas em sua intimidade certamente são bem mais imperfeitas, mas como você disse: “a vida é de cada um”.
Legal o título: uma pequena contradição.
Um beijo,
Eduardo