Despretensiosos. Eram assim.
Não importava quem chegava ou partia.
Nunca fazia diferença.
Nunca até que se encontraram.
Despretensiosos.
Sem intenções concretas, mas cheias de.
Como se já fosse previsto.
Os olhares tentavam desviar.
Mas havia ali uma atração voyeur sem igual.
Já as palavras eram difíceis de sair.
Anedotas, analogias, figuras de linguagem.
Tudo. Menos a verdade.
Razão pela qual já não se pode prever o que será daqui pra frente.
Despretensão.
Lindo! “Já as palavras eram difíceis de sair…”
Seu mini conto me lembrou um poema do Paulo Leminski!
Eu
Eu quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora
quem está por fora
não segura
um olhar que demora
de dentro de meu centro
este poema me olha.
Paulo Leminski
Poxa, que bom que você gostou.
A gente escreve sem querer nada em troca, mas quando vem algo, é muito gostoso!
Brigada!